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Convenção de associações de motoristas de aplicativos reúne 23 países na Inglaterra

O Brasil foi representado por AMPA-RJ e AMASP, que pediram tarifas mais altas e mais segurança

Terminou ontem (30/1) a primeira convenção internacional de associações e sindicatos de motoristas de aplicativos na pequena cidade de Thame, perto de Oxford, Inglaterra. Com 60 representantes de 23 países e seis continentes, a reunião foi organizada para iniciar uma rede de colaboração e desenvolver estratégias globais para enfrentar as empresas de plataforma.

A partir do evento, foi criada a International Alliance of App-Based Transport Workers (IAATW), cujo manifesto será publicado em breve. A convenção foi sediada pelo Independent Workers Union of Great Britain (IWGB) e apoiada pela Open Society.

A América Latina foi representada por Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Panamá e Uruguai. Os presentes eram Denis Moura, presidente da Associação de Motoristas Particulares Autônomos do Rio de Janeiro (AMPA-RJ) e Marlon Luz, vice presidente da Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo (AMASP).

 

Segurança e tarifas mais altas

A convenção iniciou com uma rodada de apresentação dos representantes, mostrando as visões locais dos problemas e quais movimentos têm sido feitos, como campanhas voltadas aos consumidores, estratégias legais e acesso a dados por parte dos trabalhadores. Para Denis Moura, da AMPA-RJ, há certo consenso entre os representantes em relação aos principais temas: segurança, relação das plataformas com os trabalhadores e valor muito baixo das tarifas.

Em sua fala, Denis Moura pediu por mais segurança aos trabalhadores e pediu um minuto de silêncio aos quatro motoristas mortos em uma chacina em Salvador, em dezembro passado. Segundo ele, relação à segurança, à relação das plataformas com os trabalhadores e ao valor muito baixo das tarifas.

As tarifas foram um tema central na participação brasileira. Denis Moura fez uma enquete com sua base para decidir seu posicionamento em relação à contratação dos motoristas como empregados das plataformas. Amparado pela maioria, ele falou na convenção que os brasileiros preferem lutar por tarifas mais altas para os motoristas que ter um vínculo empregatício com as empresas de aplicativo. Os representantes brasileiros afirmam ter causado impacto entre os presentes ao dizer que a tarifa mínima no Brasil equivale a um dólar americano. Na Inglaterra, por exemplo, a tarifa mínima é de cinco libras esterlinas (equivalente a cerca de 6,50 dólares americanos).

Para Denis Moura, a convenção foi muito importante por estar “agregando os motoristas e a categoria profissional de uma maneira muito eficaz”. Nicole Moore, representante do Rideshare Drivers United (RDU) afirmou em entrevista ao IWGB : “a exploração global exige uma estratégia de resistência global e esse é exatamente o trabalho que começamos na conferência”. O manifesto da IAATW deve considerar as distintas realidades dos países que participaram da convenção.

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