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Não há trabalho ou capitalismo sem comunicação: entrevista com Roseli Fígaro

Ela chama a atenção para o protagonismo da área de comunicação e analisa o trabalho em mídias alternativas e independentes

Roseli Fígaro, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), é coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho e pesquisa o tema há mais de vinte anos. É autora dos livros Comunicação e Trabalho – um estudo de recepção com trabalhadores da Mercedes – e Relações de Comunicação no Mundo do Trabalho e coautora de As Mudanças no Mundo do Trabalho do Jornalista.

Ela tem dedicado seus esforços nos últimos anos a compreender os arranjos produtivos alternativos no trabalho jornalístico. Um dos resultados é o relatório As relações de comunicação e as condições de produção no trabalho de jornalistas em arranjos econômicos alternativos às corporações de mídia.

Em entrevista à DigiLabour, Roseli Fígaro fala sobre o papel central da comunicação em dar respostas aos dilemas do capitalismo e do mundo do trabalho e analisa as mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas, em especial nas mídias independentes e alternativas.

 

DIGILABOUR: O que é considerar a comunicação como trabalho no contexto do capitalismo de plataforma?

ROSELI FIGARO: De início, preciso falar que comunicação não é transmissão de informação. É uma característica específica e especial do ser humano porque tem a ver com a ontologia do ser social. Falar que comunicação tem a ver com capitalismo de plataforma é dizer que comunicação é trabalho, que está no trabalho e que, portanto, o capitalismo, ao explorar o trabalho, explora a capacidade humana de comunicação. Por que o Marx estudou o capitalismo? Não é porque gosta do capitalismo, mas porque quer entender como a sociedade acumula riquezas e onde elas vão parar. Há um aspecto filosófico na compreensão de Marx sobre o que é humanidade, de extrema empatia e solidariedade com o humano. Se nós dissermos que o ser humano é um animal específico, diferente de outros animais, isso não é só porque tem um corpo humano, diferente de outros, porque um animal também é diferente de outro animal. O que diferencia o ser humano enquanto espécie é a sua capacidade de produzir instrumentos e conceitos. Os conceitos são instrumentos do nosso pensamento. As ideias de planejar, pensar-se no tempo, no antes e no depois, tem a ver com essa capacidade de criar uma cultura específica, que se dá pela capacidade do ser humano produzir o seu próprio meio de vida. E ao produzir o seu próprio meio de vida, produz-se a si mesmo, o seu corpo, à sua cultura. Na ontologia do ser social, a comunicação e o trabalho são aspectos imbricados. O trabalho é impossível sem a relação com o outro, sem o acúmulo de experiências repassadas adiante, sem a criação de conceitos, sem a mediação dos signos. Aí está a comunicação. E se nós buscarmos entendermos o capitalismo hoje, ele entra numa fronteira que, até o século XX, só bordeou por meio de uma tecnologia que era física. Máquinas pesadas, instrumentos pesados, ferramentas, por exemplo. Nessa práxis simbólica, a ciência é um aspecto do trabalho. Mas no momento atual do capitalismo e do desenvolvimento das forças produtivas, estamos vivendo um momento fantástico da espécie humana em que o ser humano cria as condições de conexão que ultrapassam a dimensão de tempo e espaço. Quando o ser humano cria essa coisa maravilhosa da potencialidade de certas ferramentas que permitem essa relação, o que se fez foi criar ferramentas que potencializam a capacidade humana de produzir bens materiais ou imateriais – eu não gosto muito dessa ideia – que faça a nossa sociedade manter-se viva e cumprir as suas necessidades. Como dizia Marx, a cada tempo histórico as necessidades de uma sociedade são outras. E não estamos falando só das necessidades básicas de sobrevivência, que o capitalismo de plataforma não conseguiu suprir. Ao contrário, não vai suprir. Portanto, a comunicação é um fundamento desse desenvolvimento tecnológico e uma fronteira a mais para a exploração do capitalismo.

 

DIGILABOUR: O que você diz, então, é que a comunicação, por um lado, é expressão humana, e por outro, tem sido cada vez mais apropriada pelo modo de produção capitalista, inclusive no âmbito do trabalho digital.

ROSELI: Exatamente isso. O capitalismo sempre se apropriou do tempo social do trabalho humano e transformou em riqueza, apropriando-se daquela potência do fazer do trabalhador. A gente sempre pensou essa força de trabalho só como corpo físico, como se o ser humano fosse aquilo que o Taylor falou. Um boi tem força, né? Carne e osso. Nós não pensamos que essa força, desde sempre, era subjetividade e comunicação. É toda a potencialidade de recriação e renormalização. E o trabalhador produz a partir disso porque as normas, o conhecimento dado, estabelecido e estabilizado não dão conta do real do trabalho. Isso não foi o Marx que viu, mas os avanços do século XX nos estudos de trabalho mostraram isso. O real do trabalho exige o potencial da força de trabalho física, da subjetividade e tudo mais no real do trabalho, ou seja, no momento mesmo do trabalho. Então, isso sempre foi apropriado e transformado num valor que não voltava para o trabalhador no ponto de vista de bens culturais e de capacitação intelectual do ponto de vista escolar. O trabalhador sempre teve que se virar sozinho, sempre foi deixado à míngua. Hoje é a mesma coisa com esse discurso do empreendedor. Você que tem não só que suprir o seu plano de saúde, mas a sua formação, a sua capacitação para ir pro trabalho. E o que ele se apropria cada vez mais é da nossa capacidade de comunicação, de interação com os outros por meio dos dados. São os dados como nossos corpos, subjetividades, olhares e gostos.  Isso tudo é também apropriado e transformado num dado que será trabalhado e transformado em informações disputadas e valorizadas para o bem do capitalista.

 

DIGILABOUR: Você fala das relações entre comunicação e trabalho há mais de vinte anos. Mas, por um lado, os estudos de comunicação sempre relegaram o trabalho para um segundo plano. Por outro, as pesquisas sobre trabalho também têm na comunicação um ponto cego. O que você acha que mudou de vinte anos para cá?

ROSELI: Muito pouco. Essa pergunta me dá oportunidade de dizer que, no campo da comunicação, há exatos vinte anos, os estudos que fizemos sempre foram lidos como: “ela é uma pessoa séria, mas deixa essas coisas para lá”. E a área continua vendo a própria comunicação de uma maneira instrumental, pensando em público-alvo. Ainda hoje, com a inteligência artificial, o que se busca em termos de dados é cada vez mais aperfeiçoar uma aproximação com esse alvo. E nos estudos do trabalho quem tem alguma preocupação com a comunicação é a ergonomia. Mas, é também de uma maneira funcional, mais preocupada em observar o corpo e os gestos. Pensam a comunicação de uma maneira também sistêmica entre departamentos, setores e no fluxo de ferramentas e normas. Mas a área de comunicação precisa assumir a responsabilidade de responder a algumas perguntas que só a comunicação pode responder, dado o momento que nós estamos vivendo em relação às tecnologias, à desestruturação completa do Estado – nacional inclusive, por causa dos fluxos do financismo e do rentismo. Tudo o que nós temos aí são meios, fluxos e ferramentas que possibilitam fluxos de dinheiro, matérias e mercadorias, mas nós temos mais do que isso: a apropriação das informações das pessoas, que é o grande banco do capitalismo hoje, os dados das pessoas. E é a comunicação que tem que responder como a sociedade vai interagir com essa realidade. As disputas hegemônicas estão aí. Como nós vamos fazer uma contra hegemonia se nós não compreendemos do ponto de vista comunicacional o que que está acontecendo? Como o capitalismo se apropria dessa capacidade humana de comunicação e trabalho? Do ponto de vista do desenvolvimento das forças produtivas, o capitalismo abriu uma nova fronteira para aprofundar a expropriação. As forças produtivas estão preparadíssimas. Nós nunca estivemos tão próximos das condições ideais para o socialismo, para um outro mundo possível, para humanização da humanidade. Mas nós não temos, do ponto de vista da organização, forças políticas que possam dar respostas à essa base que está preparada. E se a comunicação não estudar o que está acontecendo, nós não teremos respostas políticas para isso e não teremos organização política para dar conta do que está acontecendo.

 

DIGILABOUR: Há sete anos, a pesquisa As Mudanças no Mundo do Trabalho do Jornalista apontava que o jornalista não se via como trabalhador. Atualmente temos vista a emergência de novas formas de fazer jornalismo e organização de trabalhadores. Qual balanço você faz disso?

ROSELI: Em 2013, em um curso de extensão, falávamos que o que mais tinha mudado no setor da comunicação era a empresa de comunicação porque as plantas que conhecemos no fim do século XX estavam completamente implodidas. E eu me lembro do olhar dos muitos jornalistas e alunos que estavam nesse curso, dizendo: “como assim. Então, se tem uma coisa que mudou muito foi a própria empresa capitalista e a ideia de como se organiza um empreendimento privado e capitalista para produzir algo a partir da exploração. Tudo isso é remodelado. No jornalismo, essa remodelação foi cruel, porque não só mexeu com a planta da empresa e dos grandes conglomerados nacionais de mídia, mas para fazer isso, o que nós tivemos nessa reestruturação produtiva foi o desemprego de milhares de trabalhadores. No Brasil, até a obrigatoriedade do diploma, os jornalistas eram trabalhadores de uma classe média, média-baixa, intelectualizados. Mas quando você tem um diploma – a obrigatoriedade da universidade, num período em que a universidade ainda era bastante restrita, sobretudo a universidade pública – você tem uma elitização dos próprios profissionais que chegam ao trabalho. E nós tivemos, nos anos 1980 e 1990 – com a redemocratização e os planos econômicos – um momento de deslumbramento dessas empresas jornalísticas, que ganharam muito dinheiro. Nós tivemos um depoimento de uma jornalista já com bastante experiência, no último seminário que nós fizemos dizendo a experiência dela na revista Veja nos anos 1990. Ela falava que eles abriam champagne nos fechamentos das edições. E no final do ano, quando vinha o prêmio, eles ganhavam passagens para viajar pelo mundo. Ali havia, então, uma elite de jornalistas, que criavam um certo habitus, nos termos de Bourdieu, de como era ser jornalista, de como se enquadrar naquela profissão. Então, havia uma aspiração: “eu posso chegar a uma carreira”.  Aí houve uma quebra da identificação que o jornalista tradicionalmente tinha – e foi bastante forte – com os trabalhadores gráficos, por exemplo. Eu acho que a demarcação dessa ruptura foi na greve dos jornalistas de 1979, que foi muito traumática em São Paulo. Historicamente, essa identidade do jornalista com o conjunto dos trabalhadores da empresa, com os gráficos, com quem compunha o jornal na linotipo era muito grande. Com a reestruturação produtiva, os computadores, o distanciamento da gráfica, e todo o boom que nós vimos no Brasil em termos desses conglomerados nos anos 1990, criou-se uma elite de jornalistas que passa a inspirar os quadros novos que também querem chegar a esses postos. Hoje nós ainda temos essa elite de jornalistas, mas há um número muito maior de jornalistas completamente no desalento, ou seja, fora daquelas plantas reestruturadas das grandes empresas de comunicação. As próprias empresas hoje buscam soluções pouco jornalísticas para se manterem comercialmente. Hoje a universidade atende a um público mais amplo. Em São Paulo, há muitos cursos privados de jornalismo que formam os primeiros da família em uma universidade. São filhos de trabalhadores terceirizados e informais que moram nas periferias e que querem fazer um jornalismo voltado para essa camada da população. Então, eles têm mais identidade com as parcelas da população mais oprimidas. Acho que isso está mudando. Nas pesquisas que nós estamos fazendo agora sobre os novos arranjos produtivos no trabalho de jornalistas, a gente viu uma identidade muito maior desses jornalistas com outros trabalhadores, mesmo entre aqueles que estão trabalhando na acepção do empreendedor. Eu espero que isso continue. É a única salvação para Jornalismo.

 

DIGILABOUR: Por que você chama as iniciativas de mídia independente e alternativa de arranjos produtivos?

ROSELI: Em um tempo em que nós não temos certezas, em que tudo é muito mudancista, instável, e que a instabilidade é uma forma de ser, como vamos conceituar algo que possa mostrar uma mudança que ainda não chegou a algo pronto? Um arranjo é uma forma de organização, um arranjar-se, uma coisa, algo que tem uma organização, mas que ainda está em preparo, em aberto. Esse termo também é usado na literatura econômica para falar exatamente de organizações locais, em situações mais débeis de desenvolvimento econômico, como arranjos produtivos locais. O professor Wilson Suzigan, da FGV, pesquisou esses arranjos no Brasil, que não deram muito certo aqui nos termos dos arranjos produtivos locais. Na Itália, isso deu muito certo na época, no sentido de uma renovação do desenvolvimento capitalista local. Então, o que eu vi na literatura econômica é que o termo arranjo produtivo local também tinha um campo semântico dessa instabilidade, esses conjuntos de sentidos que mostram algo em formação, em processo. Então, embora isso venha da literatura econômica, e depois o SEBRAE se apropriou desse termo para falar do empreendedorismo, o que é o forte do sentido do termo é a instabilidade. É o arranjar-se. A partir disso, eu proponho uma ressemantização, mantendo essa ideia fundamental que é do processo, de algo que está se arranjando, mas dando um qualificativo, do independente e do alternativo.

 

DIGILABOUR: E como, a partir da pesquisa, você tem compreendido as potencialidades e os limites desses arranjos jornalísticos alternativos e independentes?

ROSELI: Os limites são enormes, porque são da ordem da sustentação, ou seja, as pessoas que vão para um arranjo buscando arranjar-se é porque estão instáveis. Não têm um emprego, não têm uma empresa estável. Estão num mar revolto tentando, com outros, arranjar-se para manter-se financeiramente, como uma pessoa viva, comer, as necessidades básicas e de fazer bem o seu trabalho. O sistema do capital não vai facilitar para esses corajosos jornalistas que querem fazer os seus arranjos de trabalho. Então, há muitas dificuldades do ponto de vista da sustentação. E há muitos estudos sobre isso, mas não no sentido de buscar emancipação. Eu posso falar da Fundação Open Society, por exemplo, que está muito interessada nesses arranjos para continuar entendendo como é bom aplicar financeiramente nas empresas digitais, porque do ponto de vista lá da ponta do trabalho há uma criatividade humana, uma inovação que eles podem avançar e explorar mais. Há também Google, Facebook e todas essas empresas. Só, que os trabalhadores que estão nesses arranjos jornalísticos não querem sobreviver fazendo qualquer coisa. Caso contrário, eles fariam onde eles estavam. Eles querem sobreviver fazendo bom jornalismo. Essa é uma dificuldade, mas também é a potencialidade, o novo e a solução porque tem ali uma energia e uma potência que são impressionantes, que move essa gente para frente e mostra para a sociedade que é possível ter informação de qualidade e que não é preciso vir daquelas fontes sacramentadas dos conglomerados de mídia. Mas eu acho que eles têm que encontrar espaço na vida útil deles pra se organizarem enquanto força associada para enfrentar as plataformas e para exigir o seu direito de receber dessas plataformas pelo valor que eles produzem. Nós temos que lutar pela regulamentação dessas plataformas. Elas já estão até reconhecendo isso, de um jeito muito inteligente, para tirar mais dinheiro ainda, porque agora as plataformas vão passar a comprar serviço de produtores de conteúdo como Folha de São Paulo, Globo, repassando um pouco da enorme quantidade de verba de publicidade que eles têm. 61% da verba publicitária dos Estados Unidos vão pro Google. Isso é um dado de 2018. Imagine aquela verba publicitária que ia para rádio, televisão, jornal, revistas e que 61% agora vai para o Google. Então, as próprias empresas de plataforma já perceberam que com desinformação e com os vazamentos, eles não podem correr o risco de continuar sendo os vilões da desinformação, porque, por enquanto, já são os vilões da desinformação. Para eles se qualificarem, têm que pagar – e já estão aceitando isso – informação dos tradicionais produtores jornalísticos. Por que que não podem pagar para os novos arranjos?

 

DIGILABOUR: Em que medida a agenda predominante sobre fake news – vinda da imprensa tradicional e do campo acadêmico – não ajuda a discriminar ainda mais os arranjos alternativos?

ROSELI: Muita gente reproduz só os manuais dos meios de comunicação tradicionais dizendo que quem faz jornalismo profissional são eles, né: Folha, O Globo, Estadão, como se eles não fossem, durante um período, disseminadores de desinformação, por causa de linha editorial, valores-notícia que eles privilegiam na seleção das notícias. Mas os discursos hegemônicos tanto da academia quanto do jornalismo acabam por adjetivar os arranjos alternativos dizendo “não é jornalismo profissional”, “é jornalismo-ativismo” “jornalismo-engajado”…

 

DIGILABOUR: Qual a responsabilidade política do pesquisador em comunicação e trabalho em relação aos impactos sociais?

ROSELI: Se eu estou reivindicando que a área da comunicação tem que ser chamada a dar respostas que a sociologia deu no século XX, isso tem a ver também com a responsabilidade em contribuir para que as sociedades, as pessoas, os grupos organizados, possam avançar nas formas de responder a todas as mazelas que esse capitalismo tem feito, dramaticamente. Sempre acho que a contribuição que a gente dá é no sentido de fazer com que a sociedade possa avançar. Quando nós fizermos as nossas pesquisas sobre os trabalhadores metalúrgicos, no mundo do trabalho, o que nós fizemos depois foi devolver essa pesquisa, fazendo seminários com sindicato dos metalúrgicos, com imprensa sindical, com as centrais sindicais, nos anos 2000. Depois, quando começamos as pesquisas na área de comunicação, o que nós mais fizemos foi reunião com sindicatos de jornalistas, com jovens jornalistas, devolvendo os resultados dessa pesquisa e das coisas que a gente pode pensar a partir dos dados que as pesquisas mostram. No último relatório de pesquisa, nós concluímos assim: é possível fazer pressão para forjar políticas públicas sobre a questão da regulamentação das verbas sobre as informações e os dados produzidos pelos arranjos? Nós fizemos seminários com eles e poderíamos ter ido avante, mas o momento político tem impedido isso, no sentido de levar essas ideias para Câmara Municipal e Assembleia Legislativa, no sentido de forjar também a legislação que possa ajudá-los a sobreviver. Mas eu acho que nós vamos avançar um pouco mais ampliando o leque da pesquisa para outros trabalhadores, com pesquisa com os trabalhadores das plataformas digitais, e quem sabe a gente também não possa avançar nessa proposta sobre políticas públicas.

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